Animais abandonados e maltratados, infelizmente, ainda são uma realidade na RMC, principalmente em Cerro Azul. Mas existem pessoas que lutam diariamente para acabar com a desumanidade que muitos fazem com os animais, principalmente na zona rural – e essa é a lição da Padrinhos Solidários, uma entidade sem fins lucrativos que tem transformado a realidade dos animais abandonados e maltratados em Cerro Azul.
Conversamos com a presidente da ONG, Mariana Barbato, sobre os desafios diários, as metas para o futuro e, principalmente, como a comunidade pode ajudar nessa causa tão nobre.
🐕 Acompanhe cada detalhe desta história emocionante! 🐩
Metropolitano JC: Quando e como surgiu a ONG Padrinhos Solidários?
Mariana Barbato: Nossa ONG foi formalmente constituída em 20 de janeiro de 2021, após quase três anos de espera pelo CNPJ. Tudo começou com um grupo de protetoras que se reuniram num grupo de WhatsApp chamado ‘Padrinhos Solidários’, onde ajudávamos com a castração de animais. Quando chegou a hora de formalizar nossa entidade, decidimos manter o nome, que já representava nossa missão.
Metropolitano JC: O que motivou a criação dessa iniciativa em Cerro Azul?
Mariana Barbato: A realidade dos animais abandonados e vítimas de maus-tratos, especialmente na zona rural e na região metropolitana, nos tocou profundamente. Vimos a desumanidade com que muitos tratavam os animais e decidimos agir para mudar essa situação.
Metropolitano JC: Quais são as principais metas da ONG para os próximos meses e anos?
Mariana Barbato: Nossas metas são ambiciosas: queremos resgatar e reabilitar ainda mais animais em situação de risco, promover a adoção responsável e implementar programas de castração em massa para controlar a população de animais de rua. Além disso, buscamos conscientizar a comunidade sobre a importância do tratamento ético e responsável dos animais.
Metropolitano JC: Quais são os maiores desafios enfrentados atualmente?
Mariana Barbato: O principal desafio é a falta de recursos. Muitas vezes, conseguimos resgatar apenas dois ou três animais por mês, e as doações são insuficientes para cobrir os custos com alimentação, medicamentos e tratamentos veterinários. Temos um gasto fixo de cerca de R$ 5 mil mensais e, em alguns casos, o custo dos resgates é muito alto, o que torna nosso trabalho ainda mais difícil. E Cerro Azul é grande territorialmente, e as pessoas começaram a atentar no município inteiro com nossas ações. Não temos sede própria, nem carro, e são casos de extrema gravidade. Esses dias recolhemos dois cachorros abandonados na divisa entre Banco do Sul e Cerro Azul, e o tratamento veterinário não é barato.
Metropolitano JC: A ONG já conseguiu apoio do poder público ou existe algum projeto em parceria com a prefeitura?
Mariana Barbato: Estamos em busca de parcerias. Com a nova gestão, foi criado o Departamento de Proteção Animal, vinculado ao Meio Ambiente, e estamos trabalhando para formalizar um contrato de parceria com a prefeitura. No entanto, ainda enfrentamos burocracias, pois, para que a parceria seja oficial, preciso me desligar de uma das funções que exerço – sou também presidente da ONG. A prefeitura já está se mobilizando juridicamente para ajudar, mas é um processo que exige tempo.
Metropolitano JC: Quantos animais já foram resgatados e atendidos pela ONG até o momento?
Mariana Barbato: Atualmente, cuidamos de quase 60 animais sob nossa tutela. Resgatamos novos animais quase diariamente, e cada caso é uma vitória, apesar de ainda ser um número pequeno diante da grande demanda.
Metropolitano JC: Como funciona o processo de resgate e atendimento veterinário dos animais?
Mariana Barbato: Quando somos acionados para resgatar um animal, nossa equipe vai até o local e o retira da situação de risco. Em seguida, o animal é levado para nossa clínica veterinária parceira, onde recebe todos os cuidados necessários. Após o tratamento, o animal é encaminhado para adoção ou, em alguns casos, é castrado e liberado com acompanhamento.
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Metropolitano JC: Depois do atendimento, os animais são encaminhados para adoção ou recebem algum outro tipo de acompanhamento?
Mariana Barbato: A maioria dos animais resgatados é encaminhada para adoção. Em alguns casos, principalmente quando o animal apresenta condições de viver em segurança na rua, realizamos a castração e mantemos um acompanhamento próximo para evitar que ele retorne à situação de abandono.
Metropolitano JC: Há muitos casos de abandono ou animais perdidos na cidade? Existe algum levantamento ou estimativa sobre o número de animais em situação de rua em Cerro Azul?
Mariana Barbato: Infelizmente, sim. Cerro Azul é um município extenso e os casos de abandono são frequentes. Embora não tenhamos um levantamento oficial, nossa experiência mostra que o número de animais em situação de rua é muito preocupante, reforçando a urgência de nosso trabalho.
Metropolitano JC: Como a comunidade pode ajudar a ONG no dia a dia? Quais são as formas de arrecadação de recursos para manter as atividades?
Mariana Barbato: A comunidade pode ajudar de diversas maneiras: fazendo doações, participando das feiras de arrecadação e divulgando nosso trabalho nas redes sociais. Cada contribuição, mesmo que pequena, faz uma enorme diferença na vida desses animais. Estamos sempre abertos a receber voluntários e visitantes que queiram conhecer nossa rotina e colaborar com essa causa.
Por fim, a médica veterinária Mariana diz que a ONG acredita que a melhor forma de conter o número excessivo de animais abandonados é a castração em massa. O trabalho de resgatar, cuidar e reabilitar é essencial, mas sem a castração, o problema persiste e se agrava, afetando também a saúde pública e a segurança de todos:
“Se você se importa com os animais, sua doação e apoio são fundamentais para que possamos continuar nossa missão. Venha nos visitar, participe, doe e compartilhe essa causa!”, completa.
Foto: Divulgação
🦮 Faça a Diferença!
Cada contribuição, por menor que seja, ajuda a fornecer alimentos, cuidados veterinários, abrigo e, principalmente, amor aos nossos amigos de quatro patas. Se você quer fazer parte dessa transformação, entre em contato com a ONG Padrinhos Solidários e saiba como ajudar a expandir esse trabalho tão necessário.
Não deixe de compartilhar essa entrevista e apoiar essa causa que transforma vidas! 🐕🦺
Por: Aroldo Antonio Glomb Junior