INFLAÇÃO MENOR E CRESCIMENTO MAIOR: MERCADO REBAIXA PROJEÇÃO DE ALTA DE PREÇOS EM 2025


Nova estimativa do Banco Central aponta queda da inflação e leve alta no PIB. Alívio no bolso pode beneficiar famílias de baixa renda. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O mercado financeiro voltou a reduzir a estimativa de inflação para este ano, enquanto elevou a projeção de crescimento da economia brasileira. Os dados constam no boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa feita com mais de 100 instituições financeiras na última semana.

Segundo o relatório, a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 caiu de 5,44% para 5,25%. Apesar da melhora, a projeção ainda permanece acima do teto da meta oficial, fixada em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A pesquisa também apontou um aumento nas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), indicando um ambiente econômico mais positivo para os próximos meses. Ainda assim, a inflação segue sendo um ponto de atenção, especialmente porque o Banco Central já admitiu que o estouro da meta pode se repetir neste mês de junho, ao atingir seis meses seguidos fora do limite de tolerância.

A FUNÇÃO DO BANCO CENTRAL

Pelo sistema de metas adotado no país, o BC tem a responsabilidade de ajustar a taxa básica de juros (Selic) para manter a inflação sob controle. A eficácia dessa medida, no entanto, não é imediata: a Selic costuma levar entre seis e 18 meses para ter impacto pleno sobre a economia. Por isso, a instituição mira sempre nas expectativas futuras de inflação — atualmente, nos 12 meses até meados de 2026.

Caso a inflação ultrapasse o teto da meta por seis meses consecutivos, como já ocorreu em 2024, o presidente do Banco Central é obrigado a enviar uma carta pública ao ministro da Fazenda explicando as razões do descumprimento, o que Gabriel Galípolo fez em janeiro. 

POR QUE A INFLAÇÃO AFETA MAIS OS MAIS POBRES

A inflação elevada corrói o poder de compra dos brasileiros, sobretudo das camadas mais vulneráveis da população. Para quem ganha menos, o impacto é mais sentido no dia a dia: alimentos, transporte e contas básicas consomem uma fatia maior da renda e são os itens que mais pesam quando os preços sobem.

Por isso, a redução nas expectativas de inflação representa um alívio, ainda que tímido, para essas famílias. Com preços subindo em ritmo mais moderado, há menos perda do valor real dos salários, o que ajuda no planejamento financeiro, no consumo e na preservação do bem-estar. 

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