O chamado “home equity”, ou empréstimo com garantia de imóvel, tem se popularizado no Brasil como uma opção de crédito mais acessível. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a modalidade cresceu 45% no primeiro semestre de 2025, movimentando R$ 4,65 bilhões no período. Apesar do crescimento, a principal dúvida de quem busca essa solução é: preciso sair de casa? A resposta é direta: não.
Noé Santiago, CEO da ANIDEA, fintech especializada no setor, explica que o imóvel continua sob posse do proprietário. “O imóvel continua sendo seu. Você segue utilizando normalmente durante todo o contrato”, afirma. Ele ressalta ainda que é possível, inclusive, alugar o imóvel normalmente enquanto a dívida é paga, desde que o tomador esteja em dia com os pagamentos.
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O QUE É O CRÉDITO COM GARANTIA DE IMÓVEL?
O aumento na busca por essa modalidade é um reflexo direto da alta na taxa Selic, que chegou a 15% ao ano, tornando outras opções de crédito, como cheque especial e rotativo do cartão, financeiramente inviáveis.
Segundo o especialista, a operação consiste em usar o imóvel como garantia para o empréstimo, mas o morador mantém pleno direito de uso. “Isso significa que o imóvel pode continuar servindo como moradia da família ou até como fonte de renda por meio de locação”, explica Noé Santiago.
O que acontece é um registro em cartório de que o bem está alienado, o que torna a operação segura e com regras claras, preservando os direitos do morador.