PARANÁ REFORÇA AÇÕES DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES IDOSAS


Em 2024, o Paraná registrou 2.385 casos de violência contra mulheres idosas, segundo o Sinan. Foto: SESA-PR

Com números preocupantes e a vulnerabilidade ampliada pela idade, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) intensifica as estratégias de enfrentamento à violência contra mulheres idosas no Paraná, articulando ações de prevenção, acolhimento e fortalecimento da rede de proteção.

CENÁRIO ALARMANTE

No Paraná, a Sesa e parceiros fortalecem estratégias de prevenção e combate à violência contra mulheres idosas. Foto: Alessandro Vieira/SESA-PR


Em 2024, o Paraná registrou 2.385 casos de violência contra mulheres idosas, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Entre as principais ocorrências estão violência física (40,2%), negligência ou abandono (37,5%) e violência psicológica ou moral (31,8%). Também aparecem violência financeira ou patrimonial (12,3%), autoprovocada (11%), violência sexual (2,2%) e até tortura (1,8%).
Além disso, o idadismo — preconceito contra a idade — também se caracteriza como forma de violência. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que uma em cada seis pessoas idosas no mundo já sofreu algum tipo de abuso, sendo as mulheres as mais atingidas.

Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o trabalho integrado dos profissionais do SUS é fundamental: “Fortalecer a rede de proteção e ampliar o conhecimento sobre os sinais de violência são passos essenciais para prevenir e romper ciclos de agressão”.
Quando há sinais suspeitos — como hematomas, faltas frequentes em atendimentos ou múltiplas queixas — a orientação é acolher com escuta qualificada, notificar o Sinan e acionar a rede de proteção, como CRAS, CREAS, Conselhos e Ministério Público. Em casos graves, também deve ser chamada a segurança pública.

NOVAS ESTRATÉGIAS
Entre as medidas mais recentes está a cartilha “Violência contra as mulheres – Informe-se: saiba o que fazer e como prevenir”, lançada pela Sesa em 2024 em parceria com a Universidade Federal do Paraná. O material reúne orientações práticas e 15 números de telefone de apoio e denúncia, ajudando profissionais de saúde e mulheres a identificar e agir diante de casos de violência.
“A vulnerabilidade é maior pelo vínculo com o agressor e pela dependência, o que favorece a subnotificação”, afirmou a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa, Giseli da Rocha.

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