O Setembro Amarelo é um lembrete urgente sobre a importância de falar de um tema doloroso, mas necessário: o suicídio. Os dados mostram a gravidade do problema no Brasil, onde o SUS registrou mais de 11 mil internações por tentativas de suicídio no último ano. Entre os jovens de 10 a 19 anos, o cenário é ainda mais preocupante, com cerca de mil mortes anuais.
Para o psicólogo clínico Luti Christóforo, que atua com base na Psicologia Analítica, a ideação suicida vai além de um simples desejo de morrer. “Muitas vezes, ela expressa a necessidade de transformar algo que se tornou insuportável na vida psíquica. O que o paciente quer matar não é a própria vida, mas uma parte de si que adoeceu”, afirma.
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TERAPIA: UM CAMINHO PARA A ESPERANÇA
Christóforo explica que o acolhimento terapêutico é fundamental para resgatar a vida que ainda pulsa em quem sofre. Ele relata o caso de um jovem que, pressionado por cobranças, acreditava que desaparecer era a única saída. Com a terapia, ele percebeu que precisava “matar os padrões irreais que o aprisionavam”, e não a si mesmo.
O psicólogo reforça que o caminho para a prevenção está no diálogo contínuo. “Falar sobre suicídio não aumenta o risco, pelo contrário: quebra o silêncio e abre espaço para que a dor encontre acolhimento”.
REDE DE APOIO É FUNDAMENTAL
Apesar dos avanços de campanhas como o Setembro Amarelo, as taxas de suicídio no Brasil continuam altas, com uma média de 14 mil mortes anuais. Quase todos os casos estão ligados a transtornos mentais não diagnosticados ou tratados incorretamente, o que reforça a importância de se buscar ajuda.
Luti Christóforo destaca o papel das redes de apoio, como o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece atendimento gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia, por chat e e-mail. “Enquanto houver escuta, amor e disponibilidade para caminhar junto, haverá esperança”, conclui.