A Câmara de Vereadores de Colombo aprovou, em 2ª votação durante Sessão Extraordinária nesta terça-feira (30), o Projeto de Lei do Executivo nº 34/2025, que institui no município o Serviço de Acolhimento na modalidade Família Acolhedora. O programa prevê o atendimento provisório de crianças e adolescentes em situação de risco, garantindo a eles um lar temporário com afeto, cuidado e segurança, até que a Justiça defina a reintegração familiar ou, quando necessário, a inclusão em família substituta.
Como funciona o acolhimento

Coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), o serviço contará com famílias previamente cadastradas e capacitadas para receber, de forma temporária, crianças e adolescentes que necessitam de proteção. Durante o acolhimento, essas famílias terão acompanhamento psicossocial, acesso a capacitações contínuas e auxílio financeiro para ajudar nas despesas.
A Prefeitura reforça que o serviço não é adoção. O acolhimento é sempre provisório, priorizando o retorno à família de origem ou a definição judicial de um novo projeto de vida para a criança ou adolescente.
Quem pode participar
Podem se inscrever moradores de Colombo com mais de 21 anos, que tenham tempo disponível, estabilidade emocional, boas condições de saúde e moradia adequada. É necessário não estar inscrito em processo de adoção, ter renda suficiente para o sustento da família, contar com a concordância de todos os membros e não possuir antecedentes criminais.
O processo inclui pré-inscrição online, entrevista e avaliação psicossocial, curso preparatório, cadastro e habilitação, além do acompanhamento permanente da Assistência Social e da Justiça. Também haverá reunião de apresentação, detalhando o papel da família acolhedora e os apoios oferecidos pela Prefeitura.
Apelo à comunidade
Em entrevista exclusiva ao Jornal de Colombo, em junho deste ano, a secretária municipal de Assistência Social e primeira-dama, Elis Lazarotto, destacou a relevância da iniciativa. Segundo ela, atualmente 116 crianças estão acolhidas em instituições do município.
“Que essas pessoas, que se sentem vocacionadas para serem pais e mães temporários, comecem a pensar sobre isso e contribuam com a sociedade, dando amor e afeto a uma criança por determinado período”, afirmou.