O horário de verão, que marcou gerações de brasileiros ao prolongar os dias de sol, pode ser retomado em 2025. A proposta desperta nostalgia e, ao mesmo tempo, levanta debates sobre economia de energia, impacto na rotina da população e efeitos na vida social e econômica do país.
Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o horário de verão pode reduzir a pressão sobre o fornecimento de energia, principalmente entre 18h e 21h, período conhecido como “transição”. Nesse intervalo, o consumo residencial aumenta, a geração solar cai e o risco de sobrecarga cresce. A medida, de baixo custo, pode reduzir a necessidade de acionamento de termelétricas, alternativas mais caras e poluentes, contribuindo para a preservação ambiental.
BENEFÍCIOS SOCIAIS E ECONÔMICOS
Especialistas apontam que mais luz natural no fim da tarde pode impactar positivamente a vida urbana. Para bares, restaurantes, cafés e lanchonetes, o efeito é imediato: maior fluxo de clientes, aumento de faturamento e fortalecimento do setor de alimentação fora do lar. Além disso, a claridade prolongada incentiva encontros, lazer ao ar livre e sensação de segurança, promovendo melhor qualidade de vida e valorização do tempo livre da população.
CONTRA: AJUSTES E DESAFIOS NA ROTINA
Apesar das vantagens, a medida não é isenta de desafios. Alterações no horário de sono, adaptação ao relógio biológico e impacto em horários de trabalho e transporte podem gerar desconforto temporário. Em 2023, o governo federal optou por não implementar o horário de verão devido a dificuldades logísticas e necessidade de planejamento prévio, demonstrando que a aplicação imediata exige coordenação entre órgãos públicos e setores produtivos.
EXPECTATIVAS PARA 2025
O debate sobre o retorno do horário de verão coloca em evidência a necessidade de políticas que conciliem eficiência energética, sustentabilidade e qualidade de vida. Caso confirmada, a medida poderá reduzir riscos de apagão, dinamizar a economia local e reforçar práticas de consumo consciente de energia, alinhando o Brasil a tendências globais de eficiência energética.