Mulher é indiciada por golpe contra grupo de oração de Colombo após fingir ser adolescente com leucemia 


Investigação da Polícia Civil aponta que suspeita criou identidade falsa para conquistar a confiança de fiéis e obter vantagens financeiras. Foto: Polícia Civil/Divulgação 

A Polícia Civil do Paraná indiciou por estelionato uma mulher de 38 anos suspeita de aplicar um golpe contra integrantes de um grupo de oração de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. A investigada, Amanda Maria Souza de Oliveira, está presa em Santa Catarina desde junho, onde responde por crimes semelhantes. 

Segundo a investigação, a mulher se infiltrou em uma comunidade de orações virtuais durante a pandemia de Covid-19, apresentando-se como uma adolescente de 13 anos chamada “Emily”. Ela afirmava estar em estágio terminal de leucemia e, com a história, conquistou a confiança de 12 participantes do grupo religioso. 

De acordo com a Polícia Civil, o relacionamento com as vítimas começou em março de 2021 e se estendeu por aproximadamente um ano. Durante esse período, a suspeita utilizava diferentes números de telefone para se passar também pelos pais e pela avó da suposta adolescente, fortalecendo a narrativa e criando vínculos emocionais com os integrantes do grupo. 

As investigações apontam que uma das vítimas chegou a tatuar no pulso o nome falso utilizado pela mulher, demonstrando o grau de confiança estabelecido durante o período em que o golpe era praticado. 

A fraude começou a ser descoberta quando um dos participantes tentou confirmar o tratamento da adolescente junto a hospitais, sem encontrar qualquer registro. Em outra ocasião, durante uma chamada de vídeo, uma integrante percebeu que a suposta tia e a adolescente eram, na verdade, a mesma pessoa. 

O indiciamento foi concluído no último dia 10 de julho, e o inquérito já foi encaminhado à Justiça. Durante o interrogatório realizado pela Polícia Civil do Paraná, a investigada negou todas as acusações. 

Amanda Maria Souza de Oliveira foi presa em Joinville (SC) após outra investigação apontar que ela teria vivido por cerca de 14 meses com uma família, fingindo ser uma adolescente de 12 anos. Na ocasião, utilizava outro nome falso, “Gabriele”, e foi denunciada por estelionato e falsa identidade. 

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, a mulher possui antecedentes por golpes semelhantes em diversos estados brasileiros, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás, sempre utilizando identidades falsas para conquistar a confiança das vítimas e obter vantagens ilícitas. 

O caso segue sob análise da Justiça. A defesa da investigada não havia se manifestado sobre as acusações até a publicação das informações. 

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