A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) dará início, a partir de segunda-feira (25), à segunda fase da operação Big Citros em Cerro Azul e Doutor Ulysses, no Vale do Ribeira. O principal objetivo da iniciativa é reduzir a incidência do greening, a doença mais prejudicial à citricultura mundial, por meio da orientação a produtores, detecção e erradicação de plantas doentes.
A primeira fase da operação, realizada entre junho e julho, focou na identificação de propriedades afetadas, coleta de amostras e notificação de produtores para que erradicassem as plantas sintomáticas.
LEIA MAIS NO METROPOLITANO
– Leia todas as notícias de Pinhais
– Leia todas as notícias de Rio Branco do Sul
– Leia todas as notícias de Quatro Barras
– Leia todas as noticias de Cerro Azul
– Leia todas as notícias de Piraquara
– Leia tudo sobre empreendedorismo no Brasil
AÇÕES DA NOVA FASE
A segunda fase da Operação Big Citros contará com o trabalho de 30 servidores da Adapar. As equipes serão divididas para realizar duas frentes de trabalho:
- Expansão da Fiscalização: Uma equipe avançará a fiscalização para propriedades que não foram verificadas na fase inicial.
- Verificação e Monitoramento: Outra equipe retornará às propriedades já notificadas para confirmar se a erradicação das plantas doentes foi realizada e instalar armadilhas para monitoramento do inseto vetor da doença, o psilídeo.
Segundo Carolina Garbuio, chefe da Divisão da Sanidade da Citricultura da Adapar, a doença pegou muitos produtores de surpresa. Por isso, a operação também visa educá-los sobre os sintomas do greening e a forma de transmissão.
Além disso, a operação busca cadastrar mais produtores no Sistema de Defesa Sanitária Vegetal (SDSV) da Adapar, já que apenas 700 dos cerca de 3 mil produtores da região estão registrados.
VIVEIROS E AÇÕES CONTÍNUAS
A operação também fiscalizará a produção e a comercialização de mudas em viveiros a céu aberto, uma prática ilegal e comum na região. A Adapar orientará os produtores a se regularizarem, e o Governo do Estado já está elaborando projetos para a instalação de viveiros adequados que atendam às exigências sanitárias.
A fiscalização na região é contínua e o escritório regional da Adapar em Curitiba seguirá verificando denúncias e notificações até o final do ano.