A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu nesta sexta-feira, 21 de março de 2025, o inquérito sobre o caso de injúria racial envolvendo uma mulher de 59 anos, professora de uma escola em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Ela foi indiciada após proferir expressões racistas contra um adolescente de 16 anos durante uma aula.
O Caso de Injúria Racial
O incidente foi registrado no dia 17 de março de 2025 e gerou grande repercussão na comunidade escolar. De acordo com o delegado da PCPR, Glaison Lima, a professora teria utilizado expressões racistas ao direcionar um comentário ao estudante, dizendo que ele deveria “comer um piolho”, associando essa atitude a um comportamento animal. A declaração foi considerada uma forma de injúria racial, com a intenção de humilhar o aluno devido à sua cor de pele.
Reação da Comunidade Escolar
Após o ocorrido, houve uma forte reação por parte da comunidade escolar. O incidente gerou indignação entre os alunos e funcionários, o que levou à abertura imediata de um inquérito policial para apuração dos fatos. Durante a investigação, testemunhas que presenciaram a situação confirmaram os relatos do estudante, reforçando a gravidade da ofensa.
Provas Coletadas Durante a Investigação
A investigação da PCPR contou com a coleta de provas essenciais para a conclusão do caso. Imagens de câmeras de segurança da escola foram analisadas e contribuíram para esclarecer os fatos, além de documentos institucionais, como a ata escolar, que registrou os acontecimentos. Essas evidências foram anexadas ao inquérito, fortalecendo o processo.
Indiciamento e Encaminhamento ao Judiciário
Com base nas provas coletadas e nos depoimentos das testemunhas, a mulher foi indiciada pelo crime de injúria racial. O inquérito foi relatado e encaminhado ao Poder Judiciário para as devidas providências legais cabíveis, que poderão resultar em medidas punitivas contra a professora.
A Importância da Combate ao Racismo nas Escolas
Este caso serve como um alerta sobre a importância de se combater o racismo em ambientes educacionais. As escolas devem ser locais de respeito, inclusão e convivência saudável, onde qualquer forma de discriminação é inaceitável. A ação da PCPR visa garantir que crimes como esse não fiquem impunes, reafirmando o compromisso do Estado com a promoção da justiça e o respeito aos direitos humanos.
Foto: Fábio Dias/PCPR