POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ INOVA COM PROTOCOLO DE ATENDIMENTO A PESSOAS COM AUTISMO


Policiais do Paraná participam de capacitação sobre atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Foto: PMPR

A Polícia Militar do Paraná implementou um protocolo pioneiro para capacitar policiais a identificar, abordar e atender pessoas com autismo de forma adequada e empática, tornando-se referência nacional em sensibilidade e humanização.

TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO PARA TODOS OS POLICIAIS

O protocolo resultou em maior identificação de sinais de autismo e contribui para a formulação de políticas públicas mais eficazes. Foto: PMPR


O protocolo prevê identificação de sinais comportamentais, estímulos visuais e escuta ativa junto a familiares ou amigos presentes na ocorrência. A disciplina de Direitos Humanos, incluída nos cursos de formação, aborda o tema para sensibilizar o público interno. A PMPR também disponibilizou palestras e vídeos em sua plataforma de ensino à distância, garantindo alcance a todos os policiais do Estado.

EXPERIÊNCIAS DE QUEM VIVE O AUTISMO DE PERTO

O tenente-coronel Valter Ribeiro da Silva, pai de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), destaca que sua vivência familiar foi determinante na criação do protocolo, implementado em 2022. A sargento Vanessa da Rocha Alves Vieira, mãe de um filho autista e atuando no 3º CRPM, e o 3º sargento Eleandro de Almeida, diagnosticado com autismo e altas habilidades, também relataram os benefícios da capacitação, ampliando a compreensão e a empatia no atendimento à população.

IMPACTOS E IMPORTÂNCIA DO PROTOCOLO
O protocolo resultou em maior identificação de sinais de autismo, aumento nos registros de ocorrências e contribui para a formulação de políticas públicas mais eficazes. Segundo especialistas, o TEA apresenta graus variados de comprometimento social e comportamental, afetando cerca de 1 em cada 100 crianças no mundo, segundo a OMS, o que reforça a importância de profissionais treinados e conscientes para um atendimento adequado.

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