TRANSFORMAÇÃO DIGITAL NO JURÍDICO: LEGALTECHS CRESCEM E IA MUDA O MERCADO

EMPREENDEDORISMO

 

A transformação digital, que revolucionou setores da economia na última década, chegou com força ao universo jurídico. Embora tenha resistido por anos, o setor foi forçado a se modernizar com a pandemia de COVID-19, abrindo espaço para um crescimento acelerado das legaltechs—startups focadas na inovação jurídica.

Para Valdemiro Kreusch, CVO do Grupo ÉOS, o descompasso era notável. “As startups de tecnologia decolaram naquela época, mas o mercado jurídico ficou completamente de fora. Isso aconteceu porque os consumidores dessa tecnologia—os escritórios—tinham baixíssima maturidade digital”, afirma. O isolamento social obrigou advogados a migrarem para a nuvem, adotar plataformas digitais e repensar sua infraestrutura de trabalho, fazendo com que a tecnologia se tornasse a única forma de continuar operando.


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UM OLHAR DIGITAL PARA O MERCADO JURÍDICO

 

Com a nova mentalidade do setor, startups antes focadas em outros segmentos passaram a desenvolver soluções específicas, como automação de documentos, jurimetria e inteligência artificial aplicada. O resultado é expressivo: o número de legaltechs no Brasil cresceu cerca de 50% entre 2022 e 2025, segundo a Associação Brasileira de Law Techs e Legal Techs (AB2L), ultrapassando 600 empresas ativas.

Além disso, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que o modelo de Legal Operations vem ganhando força, com foco em eficiência, controle de custos e uso estratégico da tecnologia. A disseminação da inteligência artificial (IA) também acelera a transformação, com mais de 55% dos profissionais jurídicos brasileiros já utilizando ferramentas de IA generativa em sua rotina.

“Ainda há desafios: a regulação da OAB sobre publicidade e automação impõe limites, mas o movimento é irreversível. O que começou como uma resposta emergencial virou um ponto de virada. Hoje, o jurídico não só consome tecnologia, mas começa a gerar inovação”, complementa Valdemiro Kreusch.

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