A construção do novo viaduto Curitiba-Pinhais, que promete modernizar e ampliar a conexão entre a Avenida Victor Ferreira do Amaral, no Tarumã, e a Rodovia João Leopoldo Jacomel, em Pinhais, segue em ritmo acelerado com diversas frentes de serviço simultâneas. Uma das etapas mais importantes em andamento é a produção das vigas longarinas que farão parte da estrutura de duas pontes sobre o Rio Atuba. Essas pontes serão paralelas ao novo viaduto e fundamentais para a ampliação do fluxo de trânsito na região.
Para contextualizar outras obras importantes, o município segue investindo em infraestrutura: Obra emergencial garante segurança e mobilidade na Rua Vital Brasil, no Portão. Além disso, uma reunião pública apresentou 11 km de obras viárias nos bairros Uberaba, Boqueirão e Hauer.
Juntas, as 12 peças que formarão a base das duas pontes terão um peso estimado em 610,5 toneladas. As vigas longarinas são estruturas longas, feitas de concreto e aço, que servirão de apoio para o restante da estrutura das novas pontes, formando a sustentação das novas pistas de rolamento.
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Cada viga mede aproximadamente 33 metros, contém cerca de 20 metros cúbicos de concreto e pesa pouco mais de 50 toneladas.
As vigas estão em diferentes fases de produção: algumas já com a concretagem concluída, enquanto outras estão na etapa de armação das ferragens ou da preparação do sistema de protensão, que reforça a estrutura. A previsão inicial, que pode ser alterada em função do clima, é que a produção seja finalizada em cerca de três meses.
PRODUÇÃO E LOGÍSTICA DAS VIGAS
Devido ao grande porte das peças, a produção das vigas acontece em um local mantido pela empresa contratada para a obra, a cerca de 1 km do canteiro principal. Essa estratégia visa reduzir o impacto das intervenções no trânsito da região. Após a conclusão, as vigas exigirão um esquema especial de transporte e lançamento.
“A fabricação das vigas longarinas é uma etapa estratégica da obra, realizada em área externa ao canteiro, o que permite que sejam feitas sem interrupção dos outros trabalhos nas pontes e também sem impactos para o trânsito”, explica a engenheira fiscal da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop), Marina Solek.
Paralelamente à produção das grandes vigas, equipes trabalham na fundação das duas pontes sobre o Rio Atuba e na preparação da pavimentação das marginais, tanto no sentido Curitiba-Pinhais quanto no sentido Pinhais-Curitiba.
O NOVO VIADUTO CURITIBA-PINHAIS
O novo viaduto ligando Curitiba e Pinhais terá 155 metros de extensão e 25 metros de largura, com três faixas de rolamento em cada sentido, além das duas pontes marginais sobre o Rio Atuba. O projeto inclui um retorno com uma rotatória estendida, que promete melhorar significativamente a mobilidade na região.
A rotatória sob o viaduto vai eliminar o atual semáforo de cinco tempos que regula o fluxo na Avenida Victor Ferreira do Amaral, Rodovia João Leopoldo Jacomel e ruas laterais, como a Brasílio de Lara e Paulo Kissula.
“A substituição do semáforo pela rotatória vai contribuir para reduzir conflitos viários e garantir fluidez no trânsito”, destaca Luiz Fernando Jamur, secretário municipal de Obras Públicas.
Além da construção do viaduto e das pontes, a intervenção contempla a requalificação de vias, implantação de novos pavimentos e calçadas, melhoria da iluminação pública e aprimoramento da drenagem.
“É uma obra metropolitana, que vai promover mobilidade urbana sustentável e inovadora, além de elevar a infraestrutura dos bairros, o que assegura maior qualidade de vida às pessoas”, reforça Jamur.
PARTE DO PROJETO NOVO INTER 2
Esta obra faz parte do Lote 4, Pacotes 3 e 4, do projeto do Novo Inter 2, um dos mais importantes investimentos em mobilidade urbana da capital paranaense. O investimento total é de R$ 68.797.559,49, e a previsão é que os trabalhos, cuja ordem de serviço foi assinada em 28 de março, sejam finalizados em 18 meses.
O Novo Inter 2 beneficiará 181 mil passageiros diariamente. As obras, que ocorrem em diversas regiões da cidade, são coordenadas pela Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop) e gerenciadas pela Unidade Técnico Administrativa de Gerenciamento (Utag). O financiamento é realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Prefeitura de Curitiba.