O Zoológico Municipal de Curitiba acaba de inaugurar um novo recinto para a reprodução dos muriquis-do-sul, uma espécie de primata considerada “em perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). O casal de macacos Monaliza e Roger Federer já habita o espaço desde o dia 28 de março, quando a Prefeitura de Curitiba entregou a estrutura como parte das comemorações pelos 43 anos do zoológico.
O recinto foi projetado para oferecer condições ideais para a reprodução da espécie, que sofre ameaças devido à caça e à perda de habitat. A área fica fora da zona de visitação, garantindo maior tranquilidade para os animais. O Zoológico de Curitiba é reconhecido como padrinho oficial da espécie no Brasil e mantém a principal família reprodutiva de muriquis em cativeiro no país.
CONSERVAÇÃO DOS MURIQUIS-DO-SUL
Segundo Edson Evaristo, diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna, o muriqui-do-sul é o maior primata das Américas e enfrenta alto risco de extinção. “Já fizemos o pareamento de Monaliza e Roger Federer para formar um novo grupo reprodutivo e aumentar a diversidade genética”, explica. A fêmea Monaliza foi resgatada em 2019 após ser vítima do tráfico de animais e foi encaminhada a Curitiba pelo Ibama, devido ao plano de conservação da espécie desenvolvido pelo zoológico.
A nomeação do Zoológico de Curitiba como padrinho da espécie aconteceu em 2019, durante um encontro promovido pela Associação dos Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab) em Pomerode (SC).
REVITALIZAÇÃO DO ZOOLÓGICO
Nos últimos três anos, o zoológico passou por sua maior revitalização, com investimentos superiores a R$ 14 milhões. As melhorias incluem novos recintos para os animais, a modernização da área de visitação e a instalação de uma rede coletora de esgoto pela Sanepar, que inclui estação elevatória, linha de recalque, novas instalações elétricas, automação e urbanização.
Com uma área de aproximadamente 589 mil metros quadrados e cerca de 165 recintos, o zoológico abriga mais de 1,8 mil animais, incluindo espécies ameaçadas que fazem parte de programas nacionais de conservação. Além disso, mais de 70% dos animais foram resgatados de situações de tráfico, maus-tratos e apreensões.
Foto: Valquir Aureliano/SECOM